A vida de oração é um fundamental pilar da vida cristã. Em nossa rede de intercessão, temos percebido que a oração, além de uma coluna central, é também um excelente termômetro da realidade de Jesus em nossas vidas.
Isso quer dizer que ao observarmos nossas próprias orações, podemos descobrir o quanto da realidade do verdadeiro Evangelho tem sido de fato vida dentro de nós e o quanto de Jesus tem sido apenas uma capa superficial.
O Senhor Jesus mostrou como a oração reflete o nosso próprio caráter ao utilizar-se da conhecida parábola do fariseu e do publicano (Lucas 18:9-14).
Geralmente, quando lemos essa palavra de forma descuidada, temos a inclinação de nos colocarmos no lugar do humilde e quebrantado publicano e julgamos estar livres do terrível engano e cegueira que assolava o fariseu.
Todavia, desejamos convidá-lo a analisar se realmente há algo do fariseu em sua vida de oração. Vejamos com atenção nossa vida úntima de oração é luz de três aspectos fundamentais observados nessa parábola:
1 - Como oramos?
O primeiro ponto a ser analisado é: como oramos? Em Lucas 18:11 vemos a primeira característica do fariseu: 'orava de si para si mesmo'. Será que nossa oração é realmente dirigida a Deus ou tem sido apenas algo rotineiro, cumprindo um ritual?
Quando você se une a outros irmãos na comunhão da igreja, ora apenas 'por orar', para participar daquele momento, ou a intercessão e súplica ardem em seu coração? Existe uma real comunhão entre você e o Senhor, uma noção da realidade Dele e da Sua presença quando você ora? Oração sem realidade é religião. Jesus jamais orava de si para si mesmo. Ele se dirigia a Seu íntimo Pai, que está nos céus e que sempre O ouvia.
2 - Por que oramos?
A segunda característica é a motivação da oração. O fariseu não está interessado em orar para que a vontade de Deus se cumpra em sua vida. Muito pelo contrário, ele apresenta diante de Deus todas as suas boas obras como um meio de exigir de Deus sua própria vontade, porque ele se acha muito bom e muito merecedor das bênçãos de Deus. Quantas vezes não oramos pedindo coisas a Deus, mas com a motivação errada, não desejando a Sua vontade, mas a nossa? Porque cumprimos a lei, porque damos o dízimo, freqüentamos a reunião da igreja, nos achamos em pleno direito de exigir as bênçãos de Deus. Não nos damos ao trabalho de consultar a Sua vontade e nos sentimos tão merecedores de tudo.
Somos incapazes de nos motivar pelo próprio coração de Deus, por aquilo que se passa em Sua mente, e não na nossa. Daniel intercedeu pelo seu povo não com a motivação de ter conforto, de ser livre dos juízos e disciplinas de Deus. Ele orou porque estava preocupado com o próprio testemunho de Deus, preocupado com o nome de Deus que estava sendo manchado entre as nações.
A sua motivação tem sido o seu conforto ou o fundamento da sua oraçao é: 'Senhor, cumpra a Sua vontade, não porque eu mereça, mas por amor de Ti mesmo e para que o Seu propósito eterno se cumpra em mim e no Seu povo'?
Jesus não fez nada de si mesmo, apenas aquilo que viu o Pai fazer. Ele veio para cumprir o que o Pai desejava e por causa dessa motivação, em Sua boca estava a oração: 'não seja feita a minha vontade, mas a Tua'.
3 - O que oramos?
Por fim, é muito importante observar exatamente quais são as palavras que saem das nossas bocas durante nossas orações. A nossa oração deve estar permeada da própria Palavra de Deus. Porque devemos orar a Sua vontade e nada pode expressar mais a vontade de Deus do que Sua própria Palavra.
A Palavra deve ser parte da nossa linguagem, do nosso modo de ser. A Palavra deve estar misturada a nós, pois sabemos que é a fonte da fé. Como orar com fé se a Palavra não tem sido parte da sua vida e da sua oração. Resgate o lugar central da Palavra em sua vida e em suas orações.
Que o Espírito Santo nos auxilie em nossa caminhada e possamos compreender qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Desejamos que sua oração seja um reflexo da sua profunda vida de realidade e comunhão com Deus.
Rede Mundial de Intercessão.
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Shalom.